terça-feira, 14 de julho de 2009

segunda, 13 de julho de 2009, 17h24 Novo 'Harry Potter' prepara terreno para final da série


Um intervalo. Assim pode ser definido Harry Potter e o Enigma do Príncipe, sexto filme da cinessérie do bruxo Harry que estreia com mais de 700 cópias no Brasil nesta quarta (15). Nas mais de 2h30 de projeção, poucas coisas acontecem. Assim como no livro de J.K. Rowling, que leva o mesmo nome, o filme só prepara terreno para os eventos narrados nas duas partes de Relíquias da Morte, a mais eletrizante aventura do bruxinho celebridade.

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O mais curioso é que o roteirista Steve Kloves preferiu usar pontos da obra que intensificam as relações amorosas dos personagens, ao contrário dos desdobramentos do passado de Tom Riddle, o Lord Voldemort, que ocupa boa parte do livro. Nesse tipo de narrativa escolhida - que soa um tanto extensa para um filme de mais de duas horas -, não haveria outra forma para livrar os espectadores dos bocejos a não ser inserindo cenas de ação. E numa jogada esperta, os envolvidos logo incluíram momentos que jamais foram citados nas páginas da obra.

Tal recurso, no entanto, não é suficiente para livrar aquela sensação de que "faltou alguma coisa", especialmente no final, quando todos os mistérios soltos no capítulo são revelados em questão de minutos.

Em Harry Potter e o Enigma do Príncipe, Harry entra no sexto ano letivo na Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts e descobre um misterioso livro de feitiços e poções assinado por alguém que usa o nome de "Príncipe Mestiço". No meio tempo, Dumbledore incumbe ao jovem a missão de coletar uma importante lembrança do professor Slughorn, essencial para derrotar Voldemort.

Dirigido por David Yates, o mesmo de Harry Potter e a Ordem da Fênix, o filme mantém o clima sombrio, ressaltado por uma fotografia mais cinza que seus antecessores. Os fãs de carteirinha devem comparecer em peso para assistir ao herói, mais uma vez, nas salas de cinema, o que já garante as "verdinhas" tão cobiçadas na indústria de Hollywood. Resta ao estúdio Warner respeitar tal fidelidade e não atrasar o lançamento dos dois próximos longas que encerram a franquia. Esses, sim, devem fazer toda a diferença no balanço final da série.



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